Santidade: Um Chamado para os Cristãos Batalharem o Pecado e Buscarem a Deus – J.C. Ryle

Santidade: Um Chamado para os Cristãos Batalharem o Pecado e Buscarem a Deus – J.C. Ryle

Aquele grande teólogo, John Owen, o Deão da Igreja de Cristo, costumava dizer, a mais de duzentos anos atrás, que havia pessoas cuja religião inteira parecia consistir em reclamar sobre suas próprias corrupções e dizer a todos que eles não podiam fazer nada de si mesmos. Temo que depois de dois séculos a mesma coisa pode ser dita com verdade sobre algumas pessoas que professam Cristo neste dia. Sei que há textos nas Escrituras que justificam tais queixas. Não me oponho a eles quando os mesmos provêm de homens que andam nos passos do apóstolo Paulo e lutam o bom combate, como ele fez, contra o pecado, o diabo e o mundo. Mas eu nunca gosto de tais reclamações quando vejo motivo para suspeitar, como costumo fazer, que eles são apenas uma capa para cobrir a preguiça espiritual e uma desculpa para a indolência espiritual. Se dissermos com Paulo: “Miserável homem que eu sou”, vamos também ser capaz de dizer com ele: “Prossigo para o alvo.” Não vamos citar o seu exemplo por um lado, enquanto não seguimo-lo por outro (Rm 7:24; Fil 3:14).

Eu não afirmo ser melhor do que os outros; e se alguém perguntar, “O que é você, que você escreva dessa maneira?” Eu respondo, “verdadeiramente, sou uma criatura muito pobre”. Mas eu digo que não posso ler a Bíblia sem desejar ver muitos crentes mais espirituais, mais santos, mais unidos, com mais pensamentos celestiais, mais sinceros do que eles são no século dezenove. Quero ver entre os crentes mais de um espírito peregrino, uma separação mais determinada do mundo, uma conversação mais evidentemente celestial, uma caminhada mais próxima de Deus; e, portanto tenho escrito da forma que tenho escrito.

Não é verdade que precisamos de um padrão mais elevado de santidade pessoal neste dia? Onde está a nossa paciência? Onde está o nosso zelo? Onde está o nosso amor? Onde estão as nossas obras? Onde está o poder da religião a ser visto, como era em tempos passados? Onde está aquele tom inconfundível que distinguia os antigos santos e sacudia o mundo? Verdadeiramente a nossa prata tornou-se em escória, o nosso vinho misturado com água, e nosso sal tem muito pouco sabor. Estamos todos mais do que meio adormecidos. A noite é passada, e o dia está próximo. Vamos acordar e não dormir mais. Vamos abrir os nossos olhos mais amplamente do que temos feito até este momento. “Deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia”. “Purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus”. (Heb. 12:1; 2 Cor 7:1). “Cristo morreu”, diz Owen, “e deverá o pecado viver? Foi Ele crucificado no mundo, e deverão nossos afetos para o mundo serem vivos e ativos? Oh, onde está o espírito daquele, que pela cruz de Cristo foi crucificado para o mundo e o mundo para ele?”

(extraído de: Capítulo 3: Santidade na Santidade: Sua Natureza, Obstáculos, Dificuldades e Raízes, J.C. Ryle)

Tradução: Nathan H.A. Cazé
Blog: monoergon.wordpress.com
Fonte: http://www.erictyoung.com/2011/05/20/holiness-a-call-for-christians-to-battle-sin-and-pursue-god-%E2%80%94-j-c-ryle/

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Refutando o Relativismo – Matt Slick

Refutando o Relativismo – Matt Slick

Tradução – Nathan H.A. Cazé || Email: nhac27@hotmail.com || Blog: monoergon.wordpress.com

Fonte: http://carm.org/refuting-relativism

O relativismo é a posição filosófica que todos os pontos de vista são igualmente válidos e que toda verdade é relativa ao indivíduo. Mas, se nós olharmos mais adiante, vemos que essa posição não é lógica. De fato, a mesma é auto-refutante.

1. Toda verdade é relativa.

A.        Se toda verdade é relativa, então a afirmação “Toda verdade é relativa” seria absolutamente verdadeira. Se a mesma for absolutamente verdadeira, então todas as coisas não são relativas e a afirmação de que “Toda verdade é relativa” é falsa.

2. Não há verdades absolutas.

A.        A afirmação “Não há verdades absolutas” é uma afirmação absoluta que deveria ser verdade. Portanto, é uma verdade absoluta e “Não há verdades absolutas” é falso.

B.        Se não há verdades absolutas, então você não poder crer em nada absolutamente, incluindo que não há verdades absolutas.

3. O que é verdade para você não é verdade para mim.

A. Se o que é verdade para mim é que o relativismo é falso, então é verdade que o relativismo é falso?

i. Se você disser não, então o que é verdade para mim não é verdade e o relativismo é falso.

ii. Se você disser sim, então o relativismo é falso.

B. Se você disser que somente é verdade para mim que o relativismo é falso, então

i. Estou crendo em algo que não seja o relativismo; a saber, que o relativismo é falso. Se isso for verdade, então como pode o relativismo ser verdade?

ii. estou crendo eu em uma premissa que seja verdade ou falso ou nenhuma?

a. Se for verdade para mim que o relativismo é falso, então o relativismo (em mim) assegura a posição que o relativismo é falso. Isso é autocontraditório.

b. Se é falso para mim que o relativismo é falso, então o relativismo não é verdade porque o que é verdade para mim não é dito ser verdade para mim.

c. Se você disser que a mesma não é nem verdade nem falso, então o relativismo não é verdade uma vez que esta afirma que todos os pontos de vista são igualmente válidos; é por não ser pelo menos verdade, o relativismo se mostra ser errado.

C. Se eu creio que o relativismo é falso, e se a mesma for somente verdade para mim que a mesma é falso, então você deve admitir que é absolutamente verdade que eu estou crendo que o relativismo é falso.

D. Se estou crendo em algo que não seja que o relativismo é verdade, então há algo que não seja o relativismo que é verdade – mesmo que seja somente para mim.

i. Se há algo que não seja o relativismo que seja verdade, então o relativismo é falso.

4. Ninguém pode saber nada com certeza.

A. Se isso for verdade, então podemos saber que não podemos saber nada com certeza, que é auto-derrotante.

5. Isso é a sua realidade, não a minha.

A. É a minha realidade realmente real?

B. Se a minha realidade for diferente da sua, como pode a minha realidade contradizer a sua realidade? Se a sua e a minha forem igualmente reais, como pode duas realidades opostas que excluem uma à outra realmente existir ao mesmo tempo?

6. Todos nós percebemos o que queremos.

A. Como que você sabe que essa afirmação é verdadeira?

B. Se todos nós percebemos o que queremos, então o que você está querendo perceber?

i. Se você disser que quer perceber a verdade, como que você sabe se você não está enganado?

ii. Simplesmente desejar a verdade não é prova que você a tem.

7. Você não pode usar a lógica para refutar o relativismo.

A. Por que não?

B. Você pode me dar uma razão lógica pela qual a lógica não pode ser usada?

C. Se você usar o relativismo para refutar a lógica, então em que base é o relativismo (que nada é absolutamente verdade) capaz de refutar a lógica que é baseada na verdade?

D. Se você usar o relativismo para refutar a lógica, então o relativismo perdeu o seu status relativo já que a mesma é usada para refutar absolutamente a verdade de outra coisa.

8. Nós estamos somente percebendo os diferentes aspectos da mesma realidade.

A. Se as nossas percepções são contraditórias, pode umas dessas percepções ser confiada?

B. É a verdade autocontraditória?

i. Se a verdade fosse, então ela não seria verdade porque ela seria auto-refutante. Se algo for auto-refutante, então a mesma não é verdade.

C. Se for verdade que estamos percebendo diferentes aspectos da mesma realidade, então estou eu crendo em algo que seja falso já que eu creio que a sua realidade não é verdade? Como, então, poderiam ser a mesma realidade?

D. Se você estiver dizendo que é meramente a minha percepção que não é verdade, então o relativismo está refutado.

i. Se eu estiver crendo que algo é falso, então o relativismo não é verdade já que a mesma afirma que todos os pontos de vista são igualmente válidos.

E. Se a minha realidade é que a sua realidade é falsa, então ambas não podem ser verdade. Se ambas não são verdade, então um de nós (ou ambos) está errado.

i. Se um ou ambos de nós está errado, então o relativismo não é verdade.

9. O próprio relativismo é excluído da crítica que a mesma é absoluta e auto-refutante.

A. Em qual base você simplesmente exclui o relativismo da crítica da lógica?

i. É isso um ato arbitrário? Se sim, a mesma justifica a sua posição?

ii. Se a mesma não for arbitrária, qual critério você usou para excluir a mesma?

B. Excluir a si mesmo do começo é uma admissão dos problemas lógicos inerentes a este sistema de pensamento.

Outros podem, você não – G.D. Watson

Outros podem, você não

Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. (Mateus 16:24-25)

Se Deus lhe chamou para ser verdadeiramente como Jesus em todo o seu espírito, Ele atrairá você para uma vida de crucificação e humildade.  Ele colocará tamanhas demandas de obediência que você não poderá seguir outros Cristãos. De muitas maneiras, parece que Ele deixa outras pessoas fazerem coisas que ele não deixará você fazer.

Outros que parecem ser muito religiosos e úteis podem se esforçarem, manipularem, e planejarem a executar os seus planos, mas você não poderá. Se você tentar, você se encontrará com tamanho fracasso e repreensão do Senhor que lhe fará extremamente penitente.

Outros podem vangloriar sobre si mesmos, suas obras, seus sucessos, seus escritos, mas o Espírito Santo não permitirá você fazer tal coisa. Se você começar fazer tal coisa, Ele lhe guiará em uma mortificação profunda que lhe fará desprezar a si mesmo e todas as suas boas obras.

Outros serão permitidos a serem bem sucedidos em fazer grandes quantias de dinheiro, ou tendo um legado deixado para eles, ou em terem luxos, mas Deus só pode prover a você dia-a-dia, porque Ele quer que você tenha algo muito melhor do que o ouro, uma dependência total nEle e Seu tesouro invisível.

O Senhor pode deixar que outros sejam honrados e reconhecidos enquanto você é mantido escondido na obscuridade porque Ele quer produzir alguma escolha, fruto perfumado para Sua glória vindoura, que só pode ser produzido na sombra.

Deus pode deixar outros serem grandes, mas te manter pequeno. Ele deixa outros fazerem uma obra para Ele e receberem o credito, mas Ele lhe fará trabalhar e labutar sem saber o quanto você está fazendo. Então, para fazer a sua obra mais preciosa, Ele deixará os outros receberem o credito pelo trabalho que você tem feito; isso é para lhe ensinar a mensagem da Cruz, humildade, e alguma coisa com o valor de ser encoberto com a Sua natureza.

O Espírito Santo colocará uma vigilância rígida sobre você, e com um amor zeloso lhe repreender pelas palavras e sentimentos imprudentes, ou por jogar fora o seu tempo que, acerca disso, os outros Cristãos nunca parecem angustiados.

Então entenda que Deus é um Soberano infinito e tem o direito de fazer como Ele quer com os Seus, e que talvez Ele não lhe explique mil coisas que possam confundir o seu raciocínio em Suas relações com você.

Deus irá levar à letra as suas palavras.[1] Se você absolutamente se vender para seu o Seu escravo, Ele lhe enrolará em um amor zeloso e deixará outras pessoas dizerem e fazerem muitas coisas que você não pode. O mesmo está estabelecido para sempre; você deverá resolver diretamente com o Espírito Santo, Ele tem o privilégio de amarrar a sua língua ou de acorrentar a sua mão ou fechar os seus olhos de maneira que os outros não são lidados. Entretanto, saiba este grande segredo do Reino: Quando você estiver tão completamente possesso com o Deus Vivo que você está, no seu coração secreto, contente e encantado sobre este peculiar, pessoal, privado e zelos protetorado e gestão do Espírito Santo sobre a sua vida, você terá encontrado o vestíbulo do céu, o alto chamado de Deus.

Por G.D. Watson

G.D. Watson (1845-1924) foi um ministro Metodista Wesleyano e evangelista baseado em Los Angeles. Suas campanhas evangelísticas o levaram para a Inglaterra, Índias Ocidentais, Nova Zelândia, Austrália, Japão e Coréia. Ele também escreveu muitos livros.

Extraído de http://www.bulletininserts.org/bulletininsert.aspx?bulletininsert_id=161

 

Tradução: Nathan H. A. Cazé

Contato: nhac27@hotmail.com

Blog: Monoergon.wordpress.com


[1] Nota do tradutor: Se eu disser que “Eu levarei à letra as suas palavras”, eu quero dizer que eu notei o que você disse e que eu espero que você cumpra o que disse.

O que é pecado? – John Piper

O que é pecado?

A glória de Deus não honrada;
A santidade de Deus não reverenciada;
A grandeza de Deus não admirada;
O poder de Deus não louvado;
A verdade de Deus não buscada;
A sabedoria de Deus não estimada;
A beleza de Deus não anelada;
A bondade de Deus não saboreada;
A fidelidade de Deus não confiada;
Os mandamentos de Deus não obedecidos;
A justiça de Deus não respeitada;
A ira de Deus não temida;
A graça de Deus não apreciada;
A presença de Deus não prezada;
A pessoa de Deus não amada;
Isso é pecado.

What is sin?

The glory of God not honored;
The holiness of God not reverenced;
The greatness of God not admired;
The power of God not praised;
The truth of God not sought;
The wisdom of God not esteemed;
The beauty of God not treasured;
The goodness of God not savored;
The faithfulness of God not trusted;
The commandments of God not obeyed;
The justice of God not respected;
The wrath of God not feared;
The grace of God not cherished;
The presence of God not prized;
The person of God not loved;
That is sin.

Fonte:
Artista: Shai Linne
Musica: All-Consuming Fire
http://www.youtube.com/watch?v=CDdS7vaKJQw

Tradução: Nathan H.A. Cazé
Data: 16-02-12
Contato: nhac27@hotmail.com
Blog: monoergon.wordpress.com

Sumário da Soberania de Deus na Salvação – John Piper

Sumário da Soberania de Deus na Salvação

Os “Cinco Pontos” do Calvinismo

Dezembro 10, 1997 | por John Piper | Tópico: A Soberania de Deus

A salvação não está definitivamente nas mãos do homem para determinar. As escolhas do homem são cruciais, mas elas não são o definitivo, decisivo poder que o traz para a glória, a graça soberana de Deus é que o faz.

1. Deus elege, escolhe, antes da fundação do mundo quem Ele irá salvar e quem ele deixará para a descrença e pecado e rebelião. Ele faz isso incondicionalmente, não com bases na fé prevista que os humanos produzem por um suposto poder de suprema autodeterminação (= “livre-arbítrio”).

Atos 13:48, “E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”.

Romanos 11:7, “Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos”.

João 6:37, “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”.

João 17:6, “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra”. (João 6:44, 65).

2. A expiação se aplica para os eleitos de uma forma única e particular, embora a morte de Cristo seja suficiente para propiciar os pecados do mundo inteiro. A morte de Cristo efetivamente realizou a salvação para todo o povo de Deus.

Efésios 5:25, “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela”.

Hebreus 10:14, “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados”.

João 10:15, “Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas”.

Romanos 8:32, “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?”.

3. Por causa da Queda, os humanos são incapazes de qualquer bem salvífico para além da obra regeneradora do Espirito Santo. Nós estamos desamparados e mortos no pecado. Temos uma mentalidade que “não consegue se submeter a Deus sem a ativação divina”.

Romanos 8:7-8, “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”.

Efésios 2:1, 5, “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados”.

4. O chamado de Deus é eficaz, e, por isso Sua graça não pode ser definitivamente frustrada por resistência humana. O chamado regenerador de Deus pode superar toda resistência humana.

Atos 16:14, “E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”.

João 6:65, “E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido”. (Mateus 16:17; Lucas 10:21).

1 Coríntios 1:23-24, “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”.

5. Aqueles quem Deus chama e regenera, Ele também protege para que eles não se desviam da fé e graça totalmente e definitivamente.

Romanos 8:30, “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou”.

João 10:27-29, “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai”.

Filipenses 1:6, “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”.

1 Tessalonicenses 5:23-24, “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”.

Conclusão

Romanos 11:36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”.

Fonte: http://www.desiringgod.org/resource-library/articles/summary-of-the-sovereignty-of-god-in-salvation

Pode ser acessado no seguinte blog: http://bereianos.blogspot.com.br/2012/12/sumario-da-soberania-de-deus-na-salvacao.html#.UO-ooG_o6So

Tradução com adaptações: Nathan Cazé             Email: nhac27@hotmail.com

Existem absolutos ou tudo é relativo? – M. J. Slick

Existem absolutos ou tudo é relativo?

 

Sim, existem tais coisas como absolutos. Também há coisas que são relativas, mas se tudo fosse relativo, então seria absolutamente verdade que tudo é relativo, e isto seria auto-refutante. Então dizer que tudo é relativo não pode ser verdade. Semelhantemente, se tudo fosse absolutamente verdade, então nós não poderíamos ter coisas como preferências pessoais ou coisas que mudam. Verdades relativas podem ser coisas dependentes sobre cada pessoa.

Aquilo que é absoluto é sempre verdade. Aquilo que é relativo não é necessariamente sempre verdade. Por exemplo, é verdade que o número sete é maior do que o número cinco. É sempre verdade que alguma coisa não pode se fazer existir na existência.

Diferentemente, uma pessoa pode crer que azul é uma cor melhor que o verde, enquanto outra pessoa pode discordar. Neste caso, o que é verdade para uma pessoa não é verdade para a outra. Portanto, pode haver verdades que são relativas e que mudam. A pessoa que crer que azul é uma cor melhor do que o verde pode mudar o seu pensamento mais tarde.

Infelizmente, mais e mais pessoas não conseguem distinguir entre verdades absolutas e verdades relativas, e eles colocam os seus sentimentos e preferências sobre absolutos para fazê-los mais saborosos. Um típico exemplo é quando alguém diria que “É verdade para você que Jesus é o único caminho para Deus, contudo para um muçulmano, Maomé seria o único caminho”. Tais pronunciamentos ignoram as possibilidades lógicas de ter dois “únicos caminhos” para Deus.

Portanto, há absolutos e há coisas que são relativas.

 

Fonte: http://www.carm.org/are-there-absolutes

Autor: Matt Slick

Tradução: Nathan Cazé         Email: nhac27@hotmail.com

O que é relativismo? – M. J. Slick


O que é relativismo?

Relativismo é a posição filosófica que todos os pontos de vista são igualmente válidos, e que toda a verdade é relativa ao indivíduo. Isso significa que todas as posições morais, todos os sistemas religiosos, todas as formas de arte, todos os movimentos políticos, etc., são verdades que são relativas aos indivíduos. Debaixo do guarda-chuva do relativismo, grupos inteiros de perspectivas são categorizados. Em termos óbvios, alguns são:

  • relativismo cognitivo (refere-se a verdade) – Relativismo cognitivo afirma que toda a verdade é relativa. Isso significaria que nenhum sistema de verdade é mais válido do que o outro, e que não há padrão objetivo de verdade. Tal posição, naturalmente, negaria que existe um Deus de verdade absoluta.
  • relativismo moral/ético – ­Todas as morais são relativas ao grupo dentro da qual elas são construídas.
  • relativismo situacional – A ética (o certo e o errado) dependem da situação.

Infelizmente, a filosofia do relativismo é persuasiva em nossa cultura hoje. Com a rejeição de Deus, e o Cristianismo em particular, a verdade absoluta está sendo abandonada. A nossa sociedade pluralística quer evitar a idéia que realmente haja o certo e o errado. Isso é evidenciado em o nosso sistema judicial deteriorante que tem mais e mais dificuldade em punir os criminosos, em nossa mídia de entretenimento que continua há empurrar o envelope da moralidade e decência, em nossas escolas que ensinam a evolução e a “tolerância social”, etc. Além disso, a praga do relativismo moral está encorajando todo mundo a aceitar a homossexualidade, pornografia, fornicação e um monte de outros “pecados” que antes eram considerados errados, mas agora são aceitos e até promovidos na sociedade. Está se tornando tão difuso que se você falar contra o relativismo moral e a sua filosofia de “vale tudo”, você será rotulado como um fanático intolerante. É claro, isso é incrivelmente hipócrita daqueles que professam que todos os pontos de vista são verdade, contudo, rejeitam aqueles que professam absolutos na moralidade. Parece que o quê os relativistas morais realmente creem é que todos os pontos de vista são verdade menos os pontos de vista que ensinam morais absolutas, um Deus absoluto, ou o certo e errado absoluto.

Algumas expressões típicas que revelam uma pressuposição marcante de relativismo são os comentários como: “Essa é a sua verdade, não a minha;” “É verdade para você, mas não para mim;” e “Não há verdades absolutas.” Evidentemente, essas afirmações são ilógicas, em que eu demonstro no artigo “Refuting relativism”[1] (Refutando o relativismo). O relativismo está invadindo a nossa sociedade, a nossa economia, as nossas escolas, e os nossos lares. A sociedade não pode prosperar nem sobreviver em um ambiente onde todas as pessoas fazem o quê é certo aos seus olhos, onde a situação determina as ações, e se as situações fazem as mentiras e calotes aceitáveis – enquanto você não for pego. Sem um fundamento comum de verdade e absolutos, a nossa cultura se tornará fraca e fragmentada.

Eu devo admitir, contudo, que há validade até alguns aspectos do relativismo. Por exemplo, o quê uma sociedade considera certo (dirigir no lado esquerdo da estrada), outra sociedade considera errado. Esses são costumes para qual um “certo e errado” são atribuídos, mas elas são puramente relativistas e não universal porque são culturalmente baseadas. Princípios de acento de segurança de crianças variam em sociedades diferentes, como também práticas de velórios e cerimonias de casamento. Essas “formas certas e erradas” não são cosmicamente cravadas em pedras, nem são elas derivadas de alguma regra absoluta de conduta de algum deus desconhecido. Mas elas são relativas, e certamente as são. Mas, o relativismo delas é propriamente segurado como tal. Não importa em o qual lado da estrada nós dirigimos enquanto todos nós dirigirmos da mesma forma.

Semelhantemente, há experiências que são válidas somente para os indivíduos. Eu posso ser irritado por algum som, enquanto outra pessoa não. Nesse sentido, o que é verdade para mim não é necessariamente verdade para outra pessoa. Não é uma verdade absoluta que o som idêntico causa irritação em todas as pessoas. Isso é uma maneira de mostrar que certos aspectos do relativismo são verdade. Mas, é válido dizer que por que há um tipo de relativismo pessoal nós podemos então aplicar esse princípio a todas as áreas de experiência e conhecimento e dizer que também são relativos? Não, não é uma suposição válida. Em primeiro lugar, fazê-lo seria uma avaliação absoluta, o que contradiz o relativismo.

Além disso, se tudo é relativo, então nada possa existir que seja absolutamente verdadeiro entre indivíduos. Em outras palavras, se todas as pessoas negassem a verdade absoluta e estabelecessem a verdade relativa somente proveniente de suas experiências, então tudo é relativo ao indivíduo. Como então possa existir um patamar comum pela qual se pode julgar certo ou errado ou verdade? Pareceria que não seja possível.

É claro, a questão que é importante aqui é se há ou não verdades absolutas. Também, podem existir diferentes tipos de verdades absolutas se realmente exista verdades absolutas? Nós podemos perguntar se é sempre errado mentir. Ou, é 1 + 1 sempre igual a 2? É sempre verdade que alguma coisa não pode ser tanto na existência como na não-existência ao mesmo tempo? É sempre verdade que alguma coisa não pode se fazer existir na existência[2] se primeiro tal coisa não exista? Se qualquer dessas perguntas podem ser respondidas no afirmativo então o relativismo está refutado – pelo menos até algum grau.

Moralidade e Punição

Mais perguntas se levantam. Se todos os pontos de vistas morais são igualmente validos, então temos nós o direito de punir a qualquer um? Podemos em algum momento dizer que alguma coisa é errada? Para afirmar que alguma coisa é errada, primeira nós precisamos ter um padrão pela qual pesamos o certo e o errado para então fazermos um julgamento. Se esse padrão de certo e errado é baseado no relativismo, então de nenhum modo é um padrão. No relativismo, padrões de certo e errado são derivados de normas sociais. Já que a sociedade muda, as normas mudam e, portanto também, o certo e o errado. Se o certo e o errado mudam, então como pode alguém ser justamente julgada por alguma coisa que ela fez de errado se este errado pode se tornar certo no futuro?

Finalmente, é justo aplicar uma análise lógica aos princípios da relatividade? Muitos relativistas dizem não, mas eu não vejo por que não. Se um relativista fosse me convencer que a lógica não é necessária ao se examinar o relativismo, ele teria que me convencer usando a lógica, que lhe seria autoderrotista. Se um relativista usasse o relativismo – o parecer subjetivo de suas próprias opiniões – para validar a sua posição, ele estaria usando o raciocínio circular; nominalmente, ele estaria usando o relativismo para estabelecer o relativismo. Portanto, de qualquer maneira ele tem perdido o argumento. Mas, com o relativismo quem realmente importa, sendo que tudo é relativo?

Para concluir, se o relativismo for verdade e todos os pontos de vista forem verdade, então é o meu ponto de vista que o relativismo é falso também verdade?

Artigo original: http://carm.org/what-relativism

Autor: Matt Slick

Tradução: Nathan Cazé         Email: nhac27@hotmail.com


[2] O autor escreveu assim em inglês: “bring itself into existance” que literalmente significa “se trazer para dentro da existência”. Portanto, está pergunta poderia ser literalmente traduzida como “É sempre verdade que alguma coisa não pode se trazer para dentro da existência se primeiro tal coisa não exista?”.

Os Cinco Pontos do Calvinismo – M. J. Slick

Fonte: http://calvinistcorner.com/cinco-pontos-do-calvinismo.htm

Os Cinco Pontos do Calvinismo

Há dois campos principais de teologia dentro do Cristianismo na América hoje: Arminianismo e Calvinismo. Calvinismo é um sistema de interpretação bíblica ensinada por Jõao Calvino. Calvino viveu na França século XVI durante o tempo de Martinho Lutero que deu início à Reformação.

O sistema do Calvinismo adere a uma visão muito alta das escrituras e busca derivar as suas formulações teológicas baseadas unicamente na palavra de Deus. Foca na soberania de Deus, pronunciando que Deus é capaz e que quer por meio da virtude de Sua onisciência, onipresença e onipotência, fazer o que Ele desejar com Sua criação. Também mantém que dentro da Bíblia estão estes ensinamentos: Que Deus, através de Sua soberana graça predestina pessoas para a salvação; que Jesus somente morreu pelos predestinados; que Deus regenera o indivíduo a onde ele [o indivíduo] então pode e quer escolher a Deus; e que é impossível para aqueles que são redimidos perderem sua salvação.

Aminianismo, por outro lado, mantém que Deus predestinou, mas não em um sentido absoluto. Ao invés, Ele olhou para o futuro para ver quem o escolheria e então Ele o escolheu. Jesus morreu pelo pecado de todas as pessoas que já viveu e vão viver, não só dos Cristãos. Cada pessoa é quem decide se quer ser salva ou não. E finalmente, é possível perder a sua salvação (alguns arminianos acreditam que você não pode perder sua salvação).

Basicamente, Calvinismo é conhecido pelo acrônimo: T.U.L.I.P.

  • Total Depravity = Depravação Total (ou Inabilidade Total e Pecado Original)
  • Unconditional Election = Eleição Incondicional
  • Limited Atonement  = Expiação Limitada (ou Expiação Particular)
  • Irresistible Grace  = Graça Irresistível
  • Perseverance of the Saints  = Perseverança dos Santos (ou Uma Vez Salvo, Salvo Sara Sempre)

Essas cinco categorias não compõe o Calvinismo na totalidade. Elas simplesmente representam alguns de seus pontos principais.

Depravação Total:

O pecado tem afetado todas as partes do homem. O coração, emoções, o querer, mente e corpo são todas afetadas pelo pecado. Nós somos completamente pecaminosos. Nós não somos tão pecaminosos como poderíamos ser, mas somos completamente afetados pelo pecado.

A Doutrina da Depravação Total é derivada das escrituras que revelam o caráter do homem: O coração do homem é maldoso (Marcos 7:21-23) e doente (Jer 17:9). O homem é escravo do pecado (Rom 6:20). Ele não busca a Deus (Rom 3:10-12). Ele não consegue entender as coisas espirituais (1 Cor 2:14). Ele tem inimizade com Deus (Ef 2:15). E, é por natureza filho da ira (Ef 2:3). Os Calvinistas perguntam, “Na luz das escrituras que declaram a verdadeira natureza do homem como sendo completamente perdido e incapaz, como é possível para qualquer um escolher ou desejar Deus?” A resposta é, “Ele [indivíduo] não pode. Portanto, Deus deve predestinar.”

Calvinismo também mantém que por causa da nossa natureza caída, nós nascemos de novo não por nossa vontade própria, mas pela vontade de Deus (João 1:12-13); Deus concede que acreditamos  (Filip 1:29); fé é obra de Deus (João 6:28-29); Deus aponta pessoas para crerem (Atos 13:48); e Deus predestina (Ef 1:1-11; Rom 8:29; 9:9-23).

Eleição Incondicional:

Deus não baseia Sua eleição em nada que vê no indivíduo. Ele escolhe o eleito de acordo com o beneplácito de sua vontade (Ef 1:2-8; Rom 9:11) sem qualquer consideração de mérito dentro do indivíduo. Nem tampouco Deus olha para o futuro para ver quem o escolheria. Também, como alguns são eleitos para a salvação, outros não são (Rom 9:15, 21).

Expiação Limitada:

Jesus só morreu pelos eleitos. Embora o sacrifício de Jesus fosse suficiente para todos, não foi eficaz para todos. Jesus só carregou os pecados dos eleitos. Suporte para essa posição é baseada em passagens como Mateus 26:28 em que Jesus morreu para ‘muitos’; João 10:11, 15 que diz que Jesus morreu para as ovelhas (não para os bodes, Mateus 25:32-33); João 17:9 em que Jesus em oração intercedeu por àqueles que foram dados a Ele, não todas as pessoas; e Isaías 53:12 que é uma profecia da crucificação de Jesus em que Ele carregaria os pecados de muitos (não de todos).

Graça Irresistível:

Quando Deus chama os Seus eleitos para a salvação, eles não podem resistir. Deus oferece a todas as pessoas a mensagem do evangelho. Isto é conhecido como o chamado externo. Mas para o eleito, Deus estende o chamado interno e tal chamado não pode ser resistido. Esse chamado é pelo Espírito Santo quem trabalha nos corações e mentes dos eleitos para levá-los ao arrependimento e regeneração pelo qual eles vêm voluntariamente e livremente a Deus. Alguns dos versículos usados em suporte deste ensinamento são Rom 9:16 que diz “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece”; Em Filipenses 2:12-13 Deus é tido como sendo aquele que trabalha para a salvação no indivíduo; Em João 6:28-29 a fé é declarada como sendo obra de Deus; Em Atos 13:48 Deus aponta pessoas para crerem; e em João 1:12-13 o nascer de novo não é pela vontade do homem, mas de Deus.

Perseverança dos Santos:

Você não pode perder a sua salvação. Porque o Pai elegeu, o Filho redimiu e o Espírito Santo aplicou a salvação, assim os salvos estão eternamente seguros. Eles estão eternamente seguros em Cristo. Alguns dos versículos para esta posição são João 10:27-28 em que Jesus disse que Suas ovelhas nunca perecerão; Em João 6:47 a salvação é descrevida como vida eterna; Romanos 8:1 diz que nós passamos do julgamento; Em 1 Coríntios 10:13 Deus promete que nunca nos deixará ser tentados além do que podemos resistir; e Filipenses 1:6 diz que Deus é o único ser fiel para nos aperfeiçoar até o dia da volta de Jesus.

Tradução: Nathan Cazé em 12/11/2011. Contato: nhac27@hotmail.com

Artigo Original: http://calvinistcorner.com/tulip.htm

Autor: Matthew J. Slick, B.A., M. Div.